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Transformação Digital nas Assembleias: O Novo Padrão para os Certificados de Recebíveis

  • sk3448
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura

A transformação digital tem redefinido o mercado financeiro nos últimos anos, especialmente no que diz respeito à governança e à interação entre emissores e investidores. Um dos campos onde esse impacto se torna mais evidente é nas assembleias, incluindo aquelas relacionadas a certificados de recebíveis como CRI, CRA e CR.


A primeira grande inflexão nesse processo ocorreu em 2015, com a edição da Instrução CVM 561, que introduziu o boletim de voto a distância para assembleias de companhias abertas. Essa inovação marcou uma mudança estrutural importante: investidores passaram a exercer seu direito de voto sem a necessidade de presença física, ampliando significativamente a participação e reduzindo custos operacionais.


Alguns anos depois, a pandemia de COVID-19 acelerou ainda mais essa transformação. Diante das restrições sanitárias e da necessidade de manter o funcionamento do mercado, a CVM editou normas emergenciais — como a Instrução CVM 622, em 2020 — autorizando o uso de meios eletrônicos para a realização de assembleias em diversos veículos de investimento. O objetivo era claro: preservar a governança e a tomada de decisão em um cenário de distanciamento social.


O que inicialmente surgiu como uma solução temporária rapidamente se consolidou como uma evolução permanente. A eficiência proporcionada pelos canais digitais — com redução de custos, aumento de participação e maior rastreabilidade — levou o regulador a incorporar definitivamente essas práticas nas normas mais recentes.


Esse movimento ficou evidente na Resolução CVM 81, que modernizou as regras para assembleias de acionistas; na Resolução CVM 175, que trouxe uma nova estrutura regulatória para fundos de investimento já contemplando mecanismos digitais; e na Resolução CVM 60, que passou a disciplinar as emissões de certificados de recebíveis com previsões alinhadas à realidade tecnológica.


Enquanto os mercados de ações e fundos já vinham amadurecendo o uso dessas ferramentas ao longo dos anos, o segmento de securitização começa agora a explorar de forma mais consistente os benefícios da digitalização. E os ganhos são expressivos.

Securitizadoras que adotam soluções tecnológicas especializadas conseguem transformar processos tradicionalmente manuais e fragmentados em fluxos automatizados e escaláveis. É o caso de clientes da Cuore Labs, que já operam com criação em lote de assembleias para aprovação de contas a partir da leitura automatizada das demonstrações financeiras das carteiras segregadas de cada emissão.


Além disso, funcionalidades como cédulas de gestor, reenvio de editais com um clique e votação via WhatsApp para investidores pessoa física ampliam o engajamento e simplificam a operação. O resultado é uma governança mais eficiente, inclusiva e aderente às expectativas de um mercado cada vez mais digital.


A tendência é clara: a tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser um elemento essencial para a competitividade e a conformidade regulatória. No universo dos certificados de recebíveis, essa transformação ainda está em curso — mas já demonstra seu potencial para redefinir padrões operacionais e elevar o nível de eficiência de todo o ecossistema.


 
 
 

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